sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Casas Junkies!!!



Casas Junkies


Há uma nova heroína na Petrópolis. As casas junkies lotadas de viciados, bacanas, mofo e confusão. As casas junkies ocupam a rua n 45, a rua das putas, cafetões e becos. Território muito disputado no submundo, com grandes quantias de investimentos nos laboratórios de drogas. A nova droga, chamada Cool Dreams, causara ordem e progresso para as atividades econômicas ilegais da pequena comunidade independente. Nada chique. Apenas a mesma velha heroína com um monte de outros venenos.
E eu estou no meio de toda essa sujeira com a merda até o pescoço. É uma noite fria. Parei na lanchonete da garçonete gostosa. Bebi meia jarra de café com vodka e fumei a metade de uma carteira de cigarros. Não tive um bom dia.
***

Valcaregi e eu estávamos em uma pista quente dada por um viciado das casas junkies após um interrogatório não oficial, digo, sem aquela burocracia toda. Quando o encontramos ele estava arrombando um carrão, o desgraçado correu feito um campeão olímpico com incontinência urinaria. Valcaregi mirou, atirou, o vagabundo caiu e se pôs a gritar como uma garotinha.
“vocês atiraram em mim!”
“não seja infantil.” Eu disse.
“Vamos! Levanta, Vico! ” Valcaregi mandou.
“Vocês atiraram em mim! ” Vico falou como uma criança chorona. E as pessoas aglomeraram-se numa platéia de curiosos. Valcaregi ergueu-o segurando as suas axilas e eu o algemei. Vico ficou de pé sozinho, percebeu que não estava ferido e que sua bota perdeu um salto, começou a resmungar. Caminhamos até o meu Ford cinza a uma quadra atrás.
“Hey, caras! Qual é que é, chefe? ” Vico começou. “ Eu não fiz nada! Vocês estão enganados! Eu sou inocente! Isso é uma injustiça! A maior de todas! Hey Sony, amigo, pará esse carro! Não posso voltar pra cadeia! ”
Eu parei o carro.
“Sony, homem de Deus! Iluminado pela Sua luz! Abençoado sejas! ” Vico louvou-me.
Meti a mão no seu bolso, tirei um monte de saquinhos. Bingo!
“Cool Dreams, hein?! ” Disse com completa satisfação.
“Veja só! Não vamos para a delegacia. Vamos dar uma volta, e você vai nos dizer aonde você conseguiu isso. ” Disse o Valgaregi.
“Ah não! De jeito nenhum! Eu tenho direito a um julgamento justo! Me levem pra delegacia! ” Vico recomeçou o choro.
Desviei o caminho para a floresta. Vico entrou em pânico e começou a gritar.
“Eu quero ir pra cadeia, por favor! Eu quero ser preso! Não ouviu?! Você não entende português?! Não! Pelo amor de Cristo! Deus! Maria!”
Parei o carro.
“Fala, safado! Essa é a tua chance. E é uma ótima chance! Você não quer ir pra cadeia. Eu sei que não. Com essa quantidade de posse você pegaria no mínimo cinco anos e morreria no primeiro mês. Há muitos safados como você presos por tua causa. Acredite, não te quero preso nem morto, pelo menos ainda não. Cansei de fuder com chinelões como você. Ah, não! Eu subi de nível, meu caro! Sou um homem ambicioso e quero os peixões. Para limpar uma cidade precisa começar por cima usando os de baixo, o dia em que eu não precisar de você, pode morrer da forma que preferir!”
“Você é mesmo um canalha, Sony!”
“O maior!”
“Não sei porra nenhuma!”
“Quer brincar comigo, seu merdinha? Hein? Muito bem! Vamos brincar!” Valcaregi saiu do carro arrastando Vico pelos cabelos.
“Abra a boca! ” Eu disse enfim sacando o meu fiel 38 e retirando cinco balas de seis. Mostrei para Vico antes de fechar e girar o tambor.
“Vamos nessa! Vamos jogar! Tenho que confessar, Vico, sou viciado em jogos de azar. Esse se chama Roleta Russa. Se você estiver com sorte terá cinco chances pra falar o que eu quero ouvir.”
Vico mordeu os beiços como um bebê que recusa papa. Minha paciência estava se esgotando e quebrei seus dentes da frente metendo o cano do revolver até a sua garganta.
“Ele não vai conseguir falar com uma arma na goela.” Valcaregi me informou.
“Sim. Claro! Que constrangedor!” Tirei a arma de sua boca a pressionei contra sua testa.
“Agora seja bom menino. E fale aonde conseguiu a droga. Eu sei que você estava vendendo. Diga-me aonde conseguiu. E se você mentir, te mato!”
“Não faria!”
Dois clicks. Vico tremeu e babou como se tivesse convulsões.
Mais um click.
“Eu falo! Eu falo!” Vico gritava em meio de convulsões. “ Lúcifer Sam é o fornecedor! Ele mora no beco 37, número 60. E tem contato direto com os laboratórios. É só isso que sei. Eu juro!”
“Muito bem, garoto! Pode ir embora. Toma, leve teus dentes contigo!”



Meu parceiro e eu fomos para o tal beco. Subimos encima do teto do Ford e alcançamos as escadas de incêndio. Os degraus escorregadios devido à nevoa foram difíceis de escalar, após o primeiro patamar fica fácil graças aos degraus mais largos num ângulo de menos de 90 graus e um corrimão. No segundo andar havia uma gostosa com o corpo de um milhão de dólares e cara de mil, pele branca, ruiva, olhos grandes, pequena, Um metro e sessenta de altura e uns cinqüenta quilos, frágil, ossuda e de topless olhando para nós pela janela com uma expressão convidativa ao som de Miles Davis no rádio. Sempre gostei de mulheres ossudas. Nós entramos.
“Procurando diversão, cowboys?”
“Procuramos Lúcifer Sam.”
A garota lançou um sorriso sarcástico e vestiu uma blusa.
“Vocês vão matá-lo?”
“Vamos apenas conversar.”
A garota pareceu decepcionada.
“Ele mora no quarto andar.”
“Vocês se conhecem?”- Valcaregi perguntou.
“Sim. Ele é meu agente.”
“Ótimo! Ele abrirá a porta pra você.”- Concluí.

A escada daquela pensão fazia o barulho de madeira podre e baratas acasalando. O tosco papel de parede verde-cocô estava rasgado em vários lugares expondo assim os tijolos. O teto mostrava condições de desabar a qualquer segundo. Aquele andar possui oito apartamentos, todos lotados de bugres mortos de fome. A garota bateu três vezes na porta no final do corredor.
“Quem é?! ”- Alguém do outro lado perguntou.
“Sonia! ”- A garota gritou.
Barulhos de seis trancas sendo destravadas. E um negro nem magro, nem gordo de um metro e oitenta com um casaco longo de coro preto, óculos escuros Ray Ban com o aro dourado e um chapéu escuro comum dos anos 40. Com todo o ouro carregado no pescoço, nos dedos e nos dentes daria para financiar uma revolução. Mais um chinelão esnobe e arrogante. Um pilantra de 1,99.
“Eae, vadia! Ta com a grana? ”
“É ele? ”- Valcaregi perguntou.
“É. ”- Sonia respondeu antes de Lucifer Sam sacar uma Glock e disparar cinco tiros na direção do meu parceiro que desviou para dentro do apartamento. Sonia levou os cinco tiros na cara e se estatelou no chão como um saco de batatas desfigurado. Eu quebrei uns dentes do cafetão com uma coronhada que antes mesmo de guspir todo o sangue levou outra do 38 do meu parceiro na nuca e desmaiou de cara no chão.
Quando alguns índios apareceram no corredor, bastou mostrar nossos distintivos para assustá-los o suficiente para voltarem aos seus quartos. Revistando o pequeno cubículo encontramos umas poucas gramas de heroína, crack, maconha, cocaína, antidepressivos, estimulantes, uma 12, vinte mil pratas e uma agenda preta com endereços, telefones e uma lista das farmácias da cidade. Ligamos para a central. Mandaram uma viatura com o delegado Santos e uma ambulância com um legista e um fotógrafo. Quando perguntaram o que fazíamos naquela arapuca, respondemos que a prostituta com medo do cafetão ligou para a delegacia pedindo socorro. Nosso velho amigo, delegado Santos, confirmou a nossa história pra boi dormir. Lúcifer Sam já havia sido aprendido uma dúzia de vezes por assaltos a farmácias, tráfico e prostituição. E agora podia pegar cadeira elétrica por assassinato.

Na sala de interrogatórios demos um banquinho pro Lúcifer Sam sentar em frente à mesa iluminada com uma lâmpada muito quente que quase cegava o assassino. Eu estava sentado em uma cadeira na sua frente, e o Valcaregi de pé e braços cruzados no canto escuro da sala.
“Eu quero um advogado! ”- O assassino rosnou.
“Claro! Não há problema nenhum nisso! Pode ser providenciado. Não é mesmo Valca?”
Valcaregi pigarreou e não disse nada.
“Mas antes nos diga aonde fazem Cool Dreams? ”- Acrescentei.
“Por que você acha que eu vou saber isso?! ”- Sam questionou-me com legitimo espanto.
“Esse caso já é velho. Há três anos que nós temos a certeza de que os laboratórios são localizados nesse mesmo bairro. Certa vez pegamos um caminhoneiro por contrabandear equipamentos químicos, mas quando checamos os endereços de entregas os lugares haviam se mudado instantes antes de nós chegarmos. Meu caro, você está numa posição muito delicada e terá que se esforçar bastante para permanecer vivo, o único jeito é cooperar conosco. Você poderá pegar perpétua numa prisão de segurança máxima ou cadeira elétrica. O que você acha?”- Eu respondi.
“Eu quero um advogado!”
Valcaregi avançou e meteu a mão aberta na cara do palhaço. Eu o segurei por debaixo dos braços para ele não cair. Valcaregi algemou seus calcanhares e os pulsos, abriu a porta e me ajudou a pendurar Sam atordoado de cabeça para baixo na porta pelos calcanhares. Pisamos nas algemas das mãos para esticá-lo o máximo possível. Lúcifer Sam tentava gritar, mas não tinha força e parecia se engasgar com a língua. Em cinco minutos ele nos deu um endereço e falou tudo o que sabia o que não era muito. Chamamos um advogado para o infeliz e o deixamos numa cela a espera de seu julgamento.



Saímos às pressas. Chamamos reforços pelo rádio do meu Ford. O dia estava no fim, assim como o meu juízo. O endereço que Lúcifer Sam nos deu - o beco 13, número 666, - era uma casa de dois andares, atrás da maior farmácia da cidade. Estacionei a meia quadra de distância no outro lado da rua.
“Talvez seja melhor esperarmos o reforço.” Valcaregi refletiu.
“Para escaparem mais uma vez? Não quero dar mais tempo a eles. Melhor entrarmos agora antes que um coral de sirenes bote eles pra correr.” Eu respondi.
Saquei o 38 e saí do carro. Valcaregi me acompanhou a quatro passos atrás de mim. A porta estava trancada. Nada de escada de incêndio dessa vez. Chutei a janela da altura do meu pé e entramos num porão mal iluminado com cheiro de gás e um monte de tralhas. Subimos a escada. A porta não estava trancada. A casa por dentro era tão charmosa quanto o lado de fora. Espaçosa com a decoração elegante. A mobília simples e de bom gosto. Armários e mesas de mogno, sofás de couro, chão encerado com tapetes feitos à mão. Passamos um corredor, uma sala, um escritório e outro corredor até chegar a uma escada ao lado da cozinha. Demos uma olhada na cozinha e vimos panelas cheias de meta-anfetamina. Subimos ao segundo andar aonde quatro nerds trabalhavam misturando e fervendo líquidos em centenas de tubos de ensaio com um bacana bem vestido e mais velho gritando.
“Essa merda toda tem que está pronta amanhã, senão boto vocês na rua! Comprei uma bela casa pra vocês. Não me decepcionem! Ouviram-me, bando de ratos de laboratório?!”
O homem parecia ter quarenta anos, um metro e setenta e em boa forma. Vestia um terno caro preto com riscas de giz.
“Acabou a putaria!”- Meu parceiro gritou.
Valcaregi andou para o meio do laboratório com seu 38 apontado para o bacana que se calou com o ódio brilhando no seu olhar, e eu fiquei perto da escada apontando para os nerds.
“Mãos na cabeça e nariz na parede!”- Eu gritei. Os cinco obedeceram antes de um sexto marginal que subiu a escada sem fazer um ruído me lançou um frasco de ácido na cara quase me deixando cego. A dor foi alucinante. E eu gritei como se alguém arrancasse toda a pele do meu rosto com uma colher.
O Valcaregi atirou no lançador de ácido que rolou escada abaixo. O bacana sacou uma pistola e acertou meu parceiro na cabeça. Eu descarreguei o 38 na barriga dele. Para piorar a situação as balas atravessaram-no e furaram uma panela fervendo no fogão. O liquido pegou fogo quase ao mesmo tempo em que vazou pelos buracos de bala queimando os quatro nerds em segundos e o andar inteiro em minutos. Saí da casa com a cara transformada em um hambúrguer. Comprei pomada para queimadura na farmácia. Fui na lanchonete da garçonete gostosa em frente. Injetei-me uma grande quantidade da Cool Dreams para aliviar a dor. Pedi café que enchi com conhaque. E penso no dia de merda que tive. Começo a escutar as sirenes.



Pedrinho Sony Boy, Saxophonista e escritor noir!

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Bon Soir, Filho da Puta!!!


Chega de Reclamar da Vida.... Apartir de agora Angela Carne & Osso Produtora Cinematográfica apresenta: Tudo que vc queria saber sobre Jean Claude Porno... mas tinha medo ou "vergonha" de perguntar.... Com vcs: "Bon Soir, Filho da Puta!!!"




“Bom Soir Filho da Puta”

Meus dedos estão quase quebrando de datilografar nessa máquina de escrever. Já fumei 3 massos de cigarro hoje e estou prestes a abrir a quarta carteira. Se Deus ou o Diabo quiser ainda morro de câncer antes do final do ano. A garrafa de Contreau barato que comprei ontem no supermercado também está no fim... Tenho bebido menos ultimamente, deve ser por isso que as coisas parecem tão ruins... Hoje minha assistente Miauim não veio trabalhar... Maldita puta, ligou dizendo que estava doente... mas aposto que está na cama com algum cantor de música gospel ou violinista de cabaret... Ela curte músicos. São 10 horas da manhã. Tenho dormido no sofá de couro vermelho do meu escritório depois que fui despejado do meu apartamento na semana passada. O Contreau acabou. Jogo a garrafa pela janela louco pra acertar alguém armado lá embaixo que com um tiro certeiro na cabeça ponha fim a minha existência miserável. Mas isso não acontece e ouço a vítima desavisada da minha garrafada certeira, com o sangue escorrendo pela testa gritar olhando pra mim:
- Senhor Jean Claude Pornô?
Puta que pariu, acertei um cliente meu...


Fico nervoso esperando meu cliente bater na porta. Ando de um lado pra o outro do escritório pensando numa explicação para o que fiz... Será que o filho da puta viu que eu mirei... Bom, deixa pra lá, o importante é que não estou em condição de recusar nenhum cliente que apareça. Não tenho dinheiro nem mais para pagar a Miauim . Ele bate na porta. Abro e vejo em minha frente um nerd universitário de óculos de aro grosso e a testa toda ensangüentada. Emcabulado peço desculpas pelo incidente com a garrafa e o convido a sentar. Ele senta. Vou para trás da minha mesa e me sento também. Acendo um dos últimos cigarros do terceiro maço de hoje e o garoto com uma buceta de sangue aberta no meio da testa começa a falar. Eu o alcanço um lenço.
- Senhor, pornô... Eu sou um grande fã dos filmes seus. Principalmente aquele que o senhor fez na África e...
Sopro a fumaça na cara do punheteiro filho da puta e digo:
- Não faço mais filmes pornô, garoto.... Agora sou detetive particular...
O maldito garoto põe a mão no bolso do casaco e tira uma fotografia polaróide. Ele a joga sobre a mesa e fica esperando a minha reação... Espero uns 10 segundos e olho a foto com a cara mais blasé que consegui arrumar em 10 segundos. Olho pra a foto e vejo alguém que não via a muito tempo... Jéssica LongShot...

Conheci Jéssica em uma academia de artes marciais nos anos 80. Eu tava tentando me livrar da heroína e ela também. Fui fazer artes marcias porque tinha funcionado com o Lou Reed. Fui filmar na Tailândia um filme de sexo bizarro com um nome em Tailandês que queria dizer alguma coisa como “Bucetas, Porra e Merda se Esparramando entre as árvores, Cowboy”... Ia colocar uma putas tailandesas comendo a merda uma da outra daí convidei Jéssica para ser minha assistente. Como eram os anos 80 ela topou. Hoje em dia ninguém faria isso por menos de um milhão de dólares. Eu acabei tendo um caso com ela durante as filmagens e nós ficávamos nos amando em um antigo templo budista abandonado e em ruínas perto do set. Foram talvez as tardes mais felizes da minha vida. Quando voltamos para o Brasil acabamos nos separando. A um ano atrás a encontrei numa parada de ônibus e ela me disse que tinha virado secretária de um químico ou físico não me lembro bem. Estava bebendo muito na época. Olho de novo para o nerd na minha frente segurando o lenço ensangüentado sobre a testa e pergunto:
- O que houve com ela?
O nerd começa a falar:
- Jéssica depois que voltou das filmagens na Tailândia encontrou um anúncio de empregos no jornal que dizia precisar de uma secretária. Era um laboratório. O Laboratório HauzzerFritzz de um físico alemão residente no Brasil. Eu trabalhava lá como estagiário e foi assim que a gente se conheceu. Daí como eu sempre fui muito tímido partiu dela a iniciativa. E a gente começou a namorar. Isso já faz uns 6 meses.
Semana passada ela saiu do nosso apartamento dizendo que ia comprar cigarros... e nunca mais voltou. Já fazem 9 dias... Pensei em contratar aquele outro detetive o Jeremi...
- Cale a boca! Não pronuncie esse nome aqui dentro!
Falo com a voz ríspida para o nerd e ele fica assustado. Daí apago meu cigarro no cinzeiro e digo mais calmo:
- Desculpe, é que não gosto que falem da concorrência aqui dentro do escritório. Não deixo nem minha assistente Miauim dizer o nome daquele filho da puta aqui dentro.
Entusiasmado o pirralho pergunta:
- Miauim Sei Ling?
O filho da puta parece que conhece minha vida inteira e o nome de todas as minhas atrizes... Envaidecido comigo mesmo aceno com a cabeça e falo:
- Ok, garoto. Eu fui despejado semana passada e preciso de dinheiro. Quero 200 adiantados e o resto depois. Vou lhe cobrar por dia de investigação...
- 200 por dia? Pergunta o nerd
Acendo o último cigarro do meu maço e me recosto na cadeira. Daí falo:
- Por aí...
Meu cliente reluta um pouco mas acaba aceitando. Aperto a mão dele e me desculpo de novo pela garrafada. Ele diz que não teve importância e vai embora. Me lembro de uma coisa... o sigo até o corredor e pergunto:
- Aonde ela foi comprar cigarros?
Ele para de andar no corredor do prédio e diz sem olhar pra trás:
- No Marcellu’s Bar...
Eu dou uma tragada pensativo no meu cigarro e digo:
- Ok, garoto. Começo a investigar hoje mesmo... Até mais!

Volto pra dentro do escritório e fecho a porta. Me sento em minha cadeira, abro a gaveta e Brigitte está lá... Minha Beretta 9 mm. Comprei Brigitte no Bairro Chinês numa liquidação... E ela nunca me falhou quando eu precisei. Ponho Brigitte no coldre. Visto meu terno Armani já desbotado e meio esfarrapado. Dô um jeito simples no meu cabelo em frente ao espelho quebrado do escritório e estou pronto. Abro a quarta carteira de cigarros e pego minhas chaves...


continua...

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

A Volta de Los MueRRtoS!!!


Bah... faz tempo pra caralho que não posto nada aqui nesse que foi o único blog que me restou... E faz tempo também que não escrevo nehum roteiro.... Porque ficar imaginando os melhores filmes do mundo sem nunca realizar nenhum as vezes me deixa muito... muito cansado! Mas agora voltei a escrever... Ele é um pastiche de tudo que eu gosto no cinema e vai ser um longa metragem... baseado nos filmes transgressores dos anos 70 (como os de Dusan Makavejev) com insights surrrealistas e tudo que tem direito. Bom, talvez eu nunca realize esse também mas sinceramente já faz tempo que perdi a pretensão de ser útil. E na real parece que que fico eu com os meus gostos e paixões cada vez mais distante do que se pode dizer que é uma carreira de sucesso. Esse ano assisti a entrega dos prêmios do Festival de Gramado e tava pensando sobre isso. Eu vi porque tava torcendo pelo filme da Helena Ignez (minha Brigitte Bardot, e muito melhor) mas pelo menos enquanto eu tava assistindo (antes de trocar de canal para ver um seriado sobre vampiros) a minha musa não ganhou nenhum quiquito e eu fiquei puto da cara. Como Pode? Eu daria um quiquito pra Helena Ignes cada vez que ela respirasse! Será que Copacabana Mon Amour não foi o suficiente? E ela é só um exemplo! Com gente que nem ela fazendo cinema no país desde os anos 60 e a Xuxa é homenageada. Será que a Xuxa já não foi homenageada suficiente com a tonelada de dinheiro que ganhou? Não sei. Eu não sei. Vejo os lançamentos do cinema e nenhum mais me disperta o sentimento mais mágico que eu acho que o cinema tem; que é o de o cara ficar doido pra ver o que tem no filme. Uma mistura de curiosidade, tesão e aquela sensação interna que diz " bah, os caras não podem filmar uma coisa dessas ", ou pelo menos não desse jeito. A colagem pop que faz do cinema um pastiche da sua vida inteira cheia de referências de todas as suas fases fica cada vez mais esquecida porque

alguém quer falar sobre algum dilema "social" ou uma divisão da polícia militar. Na época do cinema pelo qual me apaixonei a polícia era a "bandida", A liberdade era mais importante que tudo, as mocinhas "não eram tão mocinhas assim"... Sem falar na estética do cinema atual que faria o Fritz Lang nos mandar ir plantar batatas... Esse não é meu cinema. E sinceramente não quero que seja. E também acho que não devia ser o de ninguém. A falta de poesia que acontece no mundo todo já me soa como uma espécie de sinfonia negra conduzindo a humanidade para o vazio absoluto e percebo que no Brasil as coisas tem aconteciddo ainda pior. Nossos rockers mais parecem aquele nosso tio solteiro que a gente mais gosta, nossos cineastas são como se fossem nossos professores de catequese, nossos atores modelos de propaganda de shping center... Não quero e não preciso que a arte seja assim pra dar certo. Conheçço pessoas que imaginam as coisas diferentes e fazem as coisas acontecerem diferentes e essas sabem como sou entusiasta dos trabalhos que elas realizam (bjão Biah!), mas as vezes como hoje sinto falta de alguma coisa que pudesse ser comentada na tv como se comenta sobre o funk carioca. Acho as vezes que se não fosse os traficantes ninguém falaria dele nunca. Bom, espero que não tenha aborrecido ninguém com meu desabafo gratuito e tão inútil quanto as pilhas de est´rias que eu inventei. Mas tenho me investigado sobre isso e aos poucos descubro que escrevê-las é tão "sagrado" pra mim porque na verdade me deixa em contato com o passado primitivo do ser humano, o que me faz me sentir mais humano. E esquecer do quanto as vezes acabei ficando cínico e artificial em relação a vida propriamente dita. Quando invento uma estória absurda que a PUC ou a Casa de Cinema não possuem "verbas" pra filmar ou que não agradaria o Jorge Furtado me sinto um xamã da idade da pedra lascada contando mentiras para meus amigos em uma caverna mentindo que caçei um mamute enquanto na verdade peguei uma ratazana. Quando invento essas estórias ... eu volto pra casa.


Bodji Stembro/2009





domingo, 28 de dezembro de 2008


Boom Amor!

(PB)

Seqüência de abertura

A câmera passeia pelo quarto de Lola. (Créditos iniciais) Se ouve ela e Gustavo discutindo:

Lola diz:

- onde está o dinheiro, Gustavo? Eu preciso saber...

Gustavo fala:

- ta num lugar seguro.... bem longe de vc.

Lola:

- Me conta agora ou eu enfio uma bala no meio da tua cara filho da puta...

a câmera mostra Gustavo acuado na parede e Lola apontando uma arma pra cabeça dele...

Close do rosto de Gustavo dizendo:

- vc não me ama mais Lola?

Fade out (o sonoro barulho de um tiro)

Título do filme (afro cuban jazz suíte)

Lola caminha apressada por uma rua movimentada da cidade.

Atravessa uma praça e no meio dela para diante de uma lixeira olha para os lados e joga um revólver no lixo...

Lola sobe as escadas de uma igreja...

Atravessa o corredor da igreja indo até o altar onde dá um ardente beijo de língua no padre....

(close do beijo entre Lola e o padre)

Fade out

Lola sai da igreja abotoando a blusa e encontra donatello e Dornelles que dizem:

- cadê o Gustavo, vagabunda?

Lola

- eu não sei, não está com vcs...

Dornelles:

- vou perguntar pela ultima vez, sua puta... cadê o Gustavo?

Daí donatello pega Lola pelo pescoço...

Lola

- não sei.... já falei....

Dornelles

- bom então vamos dar uma voltinha até seu apartamento sua vagabunda....

Fade Out

Close do rosto de Gustavo dizendo:

- vc não me ama mais Lola?

Close do rosto de Lola dizendo:

- claro que amo seu imbecil....

e Lola atira e cai de joelhos com a arma na mão....

Gustavo a abraça bem forte e a beija...

Lola diz:

- desculpe, meu amor. Só queria estar segura que o dinheiro estava com vc... pra poder comprar nossas passagens para a amazônia colombiana....

Gustavo:

- está sim querida. Mas tem um probleminha....

Donatello e dornelles descem com Lola do táxi na frente do prédio...

Gustavo no chão abraçado em Lola diz:

- aquele padre tarado.... ainda é apaixonado por vc?

Lola:

- desde que eu tinha 7 anos...

Gustavo:

- ótimo.... tive uma idéia...

Donatello e dornelles empurram Lola escada a cima com chutes, socos e pontapés... (trilha de acid jazz)

Quando chutam a porta do ap de Lola gustavo atira e mata os dois....

Lola o beija na boca ardentemente e tira do meio dos seios um belíssemo diamante...

Gustavo diz:

- estava onde eu disse que estaria querida?

Lola

- hm hm...

Gustavo fala olhando com desdén para o corpo de donatello e Dornelles..

- Onde está o serrote meu amor?

Fade out

Gustavo e Lola descem as escadas com sacos de lixo pingando sangue...

Saindo do predio o padre os espera na porta com uma espingarda engatilhada....dizendo:

- os piratas do sexo voltam a atacar....

close no rosto do padre:

- onde está o diamante?

Gustavo e Lola largam os sacos no chão e ergeum as mãos...

Fade out

Gustavo entra apressado na igreja e atravessa o corredor até o altar...

Daí ele esconde o diamante dentro de uma imagem de santa paulina....

Fade Out

O padre quebra a imagem de santa paulina distraído enquanto limpa a sua espingarda e encontra o diamante...

Fade Out

Close no rosto do padre:

-Onde está o diamante?

Primeiro plano de Lola E Gustavo se olhando....

Gustavo e Lola se beijam ardentemente...

O padre dá um tiro na própria cabeça....

Fade Out

Plano geral de Gustavo e Lola passeando de roda gigante....

Fim

quarta-feira, 19 de novembro de 2008



Eu não comi Nancy Sinatra!(roteiro)

(Sequência de Abertura) Filme em PB

Cena 1, Ap de Lorenzo, Int

Lorenzo lê passagens de Volteire para as paredes do seu quarto...

Cena 2, Lanchonete RockerLite, Int.

Lolita serve cachorros quentes a um monte de clientes impacientes...

Cena 3, Banheiro do Ap de Lorenzzo, Int

Lorenzzo fica sentado na privada tocando uma...

Cena 4, Ap de Lolita, Int

Lolita está sentada na mesa devorando um braço humano...

(créditos iniciais)

Cena 5, Lanchonete RockerLite, Ext

Lorenzzo caminha pela rua com um livro debaixo do braço e entra na lanchonete...

Cena 6, Lanchonte RockerLite, Int

Lolita vem atender Lorenzzo caminhando com seu bloquinho de anotações na mão...

Cena 7, Lanchonete RockerLite, Int

Lolita pergunta para Lorenzo:

Lolita:

E então? O que vai ser?

Lorenzzo:

Eu quero um cachorro quente e uma Cherry Coke.

Cena 8, Lanchonete RockerLite, Int

Lorenzo olha para Lolita e se apaixona por ela imediatamente.

Cena 9, Lanchonete RockerLite, Int

Lolita volta com a comida que Lorenzo pediu me um sorriso estampado nos lábios...

Lorenzo:

Sei que é estranho eu dizer uma coisa dessas.. Mas eu estou louco por você. Talvez a gente pudesse jantar junto uma hora dessas? Meu nome é Lorenzo. É um prazer conhece-la e tenho certeza de que pode ser um prazer maior ainda. O que você acha?

Lolita:

Jantar juntos... Me aparece uma boa idéia. Pode vim me pegar no final do expediente.

O Final do Expediente (texto na tela)

Cena 10, Lanchonete RockerLite, Ext

Lorenzo e Lolita se encontram e saem de mãos dadas...

Cena 11, Ap de Lorenzo, Int.

Lorenzo transa com Lolita...

Cena 12, Ap de Lorenzo, Int

Depois do sexo... Lorenzo dorme enquanto Lolita prepara-se para começar a devora-lo acariciando o seu cutelo de carne na nuca de Lorenzo... Lorenzo sente um arrepio e acorda:

Lorenzo:

O que você está fazendo?

Lolita:

Estava pensando em te matar com isso e depois comer os seus pedaços. O que você acha?

Lorenzo:

Acho que estou completamente apaixonado por você.

Lolita:

Espero que não fiquem pedaços de carne presos nos meus dentes. Isso aconteceu da última vez e foi terrível... Me olhei no espelho e lá estavam aqueles nacos de carne amarela presos entre eles, foi um horror.Vamos começar?

Lorenzo:

Comece o que você quiser. Durante toda minha vida eu acumulei um milhão de teses metafísicas e por mais que eu tenha chegado perto de uma resposta, e não estou dizendo que cheguei. Nunca fui tão feliz como hoje. Eu te amo Lolita.

Lolita:

Quer parar de ficar dizendo isso. Esse negócio de amor não deve nem existir, entendeu. Ninguém consegue provar uma coisa dessas...

Lorenzo:

Eu consigo.

Lolita:

Ta bom. Me mostra a sua maravilhosa teoria:

Lorenzo:

Todo mundo chora não é? E as vezes quando a gente chora não sabe nem porque. Ouvimos uma música, assistimos um filme, perdemos um namorado, nos sentimos sozinhos... O motivo importa muito pouco e muitas vezes nem sabemos qual a razão de se estar chorando... Mas choramos. E é isso. Quando o amor fica apertado demais dentro da gente... ele escorre por nossos olhos na forma de lágrimas e eu não sei porque. Mas sei que isso é apenas um exemplo de como se prova o amor... E se você deixar eu posso mostrar muitos outros...

Cena 13, Ap de Lorenzo, Int

Lolita olha apaixonadamente para Lorenzo e todas as maldades do mundo parecem não mais poder tocalos...

Lolita:

Lorenzo?

Lorenzo:

O que é?

Lolita:

Eu acho que eu te amo...

Cena 14, Ap de Lorenzo, Int . (Filme Colorido)

Lorenzo e Lolita dançam uma musica romântica... completamente pelados

2 Meses Depois (texto na tela)

Cena 15, Rua da Cidade, Ext.

Vicenzo Caravelli intercepta Lorenzo...

Vicenzo:

Tem um tempo garoto? A gente tem que conversar um pouco. Que estória é essa de você ter comido Nancy Sinatra?

Lorenzo:

Eu não sei do que você está falando senhor. Eu sinto muito.

Vicenzo:

Não se faça de otário. Garanto que você sabe muito bem sobre o que que eu estou falando. Tenho certeza que sabe...

Lorenzo:

Perdão senhor, mas eu não conheço ninguém com esse nome. Eu sou ralis filósofo de fim de semana, eu...

Vicenzo:

Ah, então deve ter sido isso. Nancy adora filosofia. Bom, de qualquer forma isso não importa mais. Queria apenas ver o rosto do homem que me traiu pela última vez. Saiba que você foi o único que conseguiu fazer isso, parabéns e... adeus.

Lorenzo:

Meu senhor eu não estou entendendo nada. E agora, como é que a gente pode esclarecer isso...

Vicenzo:

Garoto, meu nome é Vicenzo Caravelli. Ninguém nunca me traiu antes. Você conseguiu. Parabéns. Mas nem por isso vai ficar vivo para fazer isso de novo. Em breve a Brigada das Botas Vermelhas lhe fará uma visita....

Lorenzo:

Brigada das Botas Vermelhas? Que diabos é isso? Ei isso tudo é um mal entendido...

Cena 16, Rua da Cidade, ext

Vicenzo se afasta gargalhando...

Cena 17, Ap de Lorenzo, int

Lorenzo e Lolita na hora do jantar...

Lorenzo:

Alguém algum dia já lhe chamou de Nancy Sinatra?

Lolita:

Nunca. Porque?

Lorenzo:

Apareceu um cara hoje. Me parou na rua e me acusou de ter trepado com a mulher dele, uma tal de Nancy Sinatra. Eu só vou pra cama com você desde que a gente nos conheceu e antes disso fazia muito tempo que eu não transava com ninguém. Essa estória é um absurdo. O cara deve ser completamente louco... Ou talvez eu tenha sido alvo de alguma pegadinha de programa de auditório... De qualquer forma isso tudo é muito esquisito...

Lolita:

Tem certeza que não trepou com ninguém chamada Nancy?

Lorenzo:

Absoluta. E como se não bastasse ele ainda disse que eu receberia a visita de uma tal de Brigada das Botas Vermelhas. Já ouviu alguma coisa sobre isso.

Lolita:

Não. Mas eu sei quem, pode ter ouvido.

Cena 18, Casa do Adivinho das Traças, Ext.

Lolita e Lorenzo batem na porta....

Cena 19, Casa do Adivinho das Traças, Ext.

O Adivinho das Traças abre a porta...

Cena 20, Casa do Adivinhador das Traças, Int.

Lolita e Lorenzo sentados em frente a mesa onde está o Adivinhador das Traças:

Lolita:

... Um cara que disse se chamar Vicenzo Caravelli. Falou que ia mandar uma tal de Brigada das Botas Vermelhas atrás de Lorenzo. Já ouviu alguma coisa sobre isso.

Adivinhador das Traças:

Infelizmente sim...

(Cenas da Brigada das Botas Vermelhas)

É um grupo de mercenários que trabalha para poderosos homens de negócios. Pelo que sei eles são três:

O primeiro é conhecido como FuzilCarcará e é um cangaceiro extremamente impaciente e mal humorado. Foi contatado para entrar no grupo depois que matou todos os habitantes de uma cidadezinha chamada Rosa Branca nos confins do Sertão. Ele é um dos melhores atiradores que eu já tive notícia...

O segundo, ou melhor segunda se chama Evangeline. Ela era uma simples prostituta de baixo escalão até que a guerra começou. Daí ela se tornou uma exímia degoladora a serviço da Resistência Francesa e tornou os subúrbios de Paris um inferno para os nazistas. Se juntou ao grupo por estar desenpregada.

E o último e talvez mais perigoso do grupo é Pedrinho Pan. Um garotinho curioso com o seu gato chamado Cássius. Ele seria normal se não tivesse uns 85 anos mais ou menos. Ninguém consegue explicar porque ele nunca cresceu e muitos dizem que é por causa de uma maldição lançada sobre o garoto enquanto outros alegam ser uma doença extremamente rara a quem ninguém até hoje nunca tinha sido infectado. Ele entrou no grupo para trepar com Evangeline (que acha ele uma gracinha) e fritar a paciência de Fuzil Carcará (que vive indignado com o garoto)...

Se eles estão atrás de você rapaz... você está bem encrencado.

Lorenzo:

E não tem nada que eu possa fazer?

Adivinhador das Traças:

Na verdade tem.

Cena 21, Casa do Adivinhador das Traças, Int.

O Adivinhador das Traças apresenta o seu arsenal para Lolita e Lorenzo...

Lolita pega um cutelo de carne...

Lorenzo pega um machado...

O Adivinhador das Traças pega uma máquina de cortar grama...

Cena 22, Casa do Adivinhador das Traças, ext...

Lolita, Lorenzo e o Adivinhador das Traças saem na porta preparados para o combate...

O Confronto com a Brigada das Botas Vermelhas (texto na tela)

Cena 23, Praça da Cidade, ext...

Lolita, Lorenzo e o Adivinhador das Traças encontram a Brigada das Botas Vermelhas...

Lorenzo:

Então são voces? Não é?

Evangeline:

Isso mesmo. Esse é o fim da linha rapazinho.

Adivinhador das Traças:

Isso é o que você pensa cadela. Eu quero por um fim nessa ganguezinha ridícula de voces desde que descobri que ela existia...

FuzilCarcará:

O cabra mentiroso.

Pedrinho Pan:

Ora, ora sr. Adivinhador das Traças, suponho que não tenha compartilhado com seus amigos a preciosa informação de que você foi durante um certo tempo o quarto membro da Brigada das Botas Vermelhas, é ou não é?

Lolita:

O que?

Lorenzo:

O que?

Adivinador das Traças:

Bem, isso não é uma informação relevante... A muito já doei as minhas botas vermelhas na campanha do agasalho... E falar do meu passado não vai livrá-los dessa....

Evangeline:

Tem razão...

Cena 24, Praça da Cidade, ext.

E Evangeline lança sua faca em direção a Lorenzo mas a faca desvia e acerta Lolita...

Lorenzo se posiciona para o combate...

FuzilCarcará atira em Lorenzo mas acerta o Adivinhador das Traças...

Lorenzo se posiciona para o combate...

Pedrinho Pan acaricia seu gato Cassius e diz:

Pedrinho Pan:

Eu avisei rapaz. A Brigada das Botas Vermelhas é invencível... Ah, Ah, Ah.....

Lorenzo:

Pode ser.... Mas eu não comi Nancy Sinatra!

Lorenzo se lança em combate com seu machado acabando com a raça da Brigada das Botas Vermelhas...

Cena 25, Praça da Cidade, ext.

Lorenzo caminha ensanguentado com seu machado nas costas e é interceptado por Vicenzo Caravelli qu o olha fixamente...

Lorenzo:

Eu já lhe disse... Eu não comi Nancy Sinatra!

E Lorenzzo se lança em combate esquartejando Vicenzo em praça pública!

E é então que a cabeça de Vicenzo Caravelli fala para Lorenzzo:

“Lorenzo, eu só vim para dizer... que eu estava enganado. Voce não comeu Nancy Sinatra!”

Lorenzo joga o machado no chão e vai embora!

Fim

Eu não Comi Nancy Sinatra é mais um filme da Sabrina Sequelada Produtora e nós estamos loucos para chupar os peitos da Cameron Dias. Obrigado por tudo e um abraço....

Ass. Nelson Rodrigues Júnior (Bodhi)



Os Estúpidos Também são Felizes (roteiro)

C1: .... Um velório.... visto pelos olhos do defunto é bruscamente interrompido. Ouve-se sons de tapas, gritos e gemidos de uma garota que começa a ser violentada além de vários insultos as pessoas que estavam no velório... derrepente... silêncio. E Armando Boca Suja gospe sobre o defunto e diz:

Vai te foder ô pau no cu!!!!!!!

Creditos Iniciais (stupidi da Ornella Vanoni)

C2: Um guarda chuva se afasta da câmera aos poucos e vai revelando um par de pernas de parar o trânsito.... Com um guarda chuva está uma garota que bate na porta de uma casa velha e aparentemente abandonada.....

Quem abre a porta é Teodoro Tiro Certo que acena com a cabeça mandando ela entrar...

C3: A garota joga uns pacotes de cocaína sobre a mesa.....

(Barbarella dos Fevers) Todo mundo começa a cheirar menos a garota que trouxe o pó que fica sentada com o guarda chuva aberto e lixando as unhas.

Capitulo 1: A Quadrilha dos Imorais Cláudia Cardinale

C4: Uma garota beija delicadamente a boca de uma boneca.... é um beijo muito sensual que dura o suficiente para se tornar incômodo a que estiver assistindo. ()..... derrepente silêncio... A garota é surprendida pela Quadrilha dos Imorais Cláudia Cardinale. Armando Boca Suja arranca a boneca das mãos da garota e lambe o rabo da boneca.....Teodoro Tiro Certo e Samantha Faminta se olham e passam a língua por sobre os lábios maliciosamente....

C5: Armando Boca Suja faz um discurso a Quadrilha dos Imorais Claudia Cardinale:

“... vcs são foda!

Os mais foda de toda essa porra de cidade fedorenta de merda e mijo.

Nós mandamos qualquer um tomar no cu quando quisermos, ninguém nos dá ordem alguma. Enfiamos nosso pau no cu de qualquer um... e é claro (olhando para Samantha) nossas bucetas no pau de qualquer um... Somos fudidos e violentos com qualquer pau no cu filho de uma puta que cruze o nosso acidentado caminho... Eu não faço idéia porque diabos de um destino fudido nós fizemos essas coisas, mas já que fizemos... é porque... caralho... deve haver algum sentido,porra... Quem sabe a gente precise estar aqui,merda...

C6: A Quadrilha dos Imorais Cláudia Cardinale assiste ao discurso, completamente paralizados e com a lingua pra fora.... Armando pergunta:

“vcs estão me ouvindo seus filhos da puta!

Heim? Estão entendendo?

Heim? Respondam seus pau no cu?”

C7: Os membros da Quadrilha dormiam quando alguém bate na porta... toc, toc, toc..... Armando balbucia ainda sonolento:

Teodoro, seu filho de uma puta caolha.. atende a porta:

Teodoro se alevanta meio torto e de ressaca e vai abrir a porta...

Capitulo 2: A Paixão da Garota do Guarda Chuva

C8: A porta se abre e revela a garota do guarda chuva.... ela entra na casa.

C9: Ela senta no sofá com o guarda chuva aberto e diz:

“eu sinto muito em dizer isso, mas hoje eu não trouxe o que voces estavam esperando... hoje eu só trouxe a verdade... Eu sou uma agente da Polícia Secreta Rimbaud!!!!

Agente da Polícia secreta Rimbaud? (pergunta a Quadrilha apavorada)

Ela responde:

Eu já venho agindo disfarçada entre vocês a um bom tempo... E no final de minha missão o objetivo era matar todos vocês... Mas eu falhei.... Não vou conseguir matá-los, nenhum de vocês... Voces não valem nada, mas nunca mandaram eu fechar meu guarda chuva... E além do mais, Armando. Eu estou apaixonada por você. No começo eu havia te achado grosseiro e ignorante, mas com o tempo fui percebendo que todas essas coisas que voce diz são o que fazem de voce um poeta louco e apaixonado que tenta escapar desse mundo sujo e fedorento de merda e mijo como voce mesmo diz... Que machuca estas pessoas apenas para realizar uma vingança surreal que nunca vai ser completada.... Que ama o mundo demais para deixá-lo sem nenhum presente a história infinita e tediosa desse planeta... Que ve a dor de um mundo inteiro dentro do olho de cada vítima e então sorri e depois a mata, imaginando nessa sua cabeça bobinha erradicar todo o mal do mundo... Que é um garotinho assustado voltando pra casa em uma tempestade, cheio de remorsos, pois sabe que só no meio dessa tempestade.... é que se lembrou de Deus.....

C10: Armando diz:

Que porra de amor é esse que me aparece numa hora dessas... Enfie esse guarda chuva na buceta e some da minha frente agente filha de uma puta...

C11: (A Garota do Guarda Chuva caminha tristemente para fora da casa)

C12: Samantha Faminta e Teodoro Tiro Certo balançam a cabeça decepcionados como desleixo de Armando Boca Suja para como amor da Garota do Guarda Chuva...

C13: A Garota do guarda se acroca com o guarda chuva em um gramado e chora as suas mágoas de amor ()

C14: Armando Boca Suja bate a porta...

Fade Out

Capitulo 3: As Ilusões de Armando Boca Suja

C15: Armando enfia a arma na boca e uma garota e diz:

“Abre a boca sua putinha de merda!!!!!!1

Vamos abre a boca..... Abre a boca vagabunda... Ou prefere que eu enfie na tua buceta.... Vamos abre a boca.... Anda puta... Abre a boca!!!!!!

C16: Armando Mija em cima do cadáver e gargalha ah, ah,ah,ah!!!!!1

C17: Armando ergue os braços e diz:

Eu sou um Deus caminhando entre os mortais filhos da puta... Aliás mortais não... mortos.

Estão todos mortos e eu os mando de volta pra casa.... todos eles...

C18: Samantha Faminta devora a perna de um cara violentamente....

C19: ArmandoTiro Certo mira pacientemente o olho de uma garota....

C20: Armando toma um suco de uva pensando na vida.... ()

C21: ArmandoPensa na Garota do Guarda Chuva (névoas na lente)

Capitulo Final: Chacina na Festa dos Brotinhos Pegando Fogo

C22: Plano Geral da Festa dos Brotinhos Pegando Fogo.... A Quadrilha dos Imorais Claudia Cardinale dança com os Brotinhos Pegando Fogo....

C23: Armando Boca Suja enfia sua arma na orelha de sua acompanhante....

C24: Samantha Faminta lambe maliciosamente a bochecha de seu par....

C25: Teodoro Tiro Certo tira sua arma do casaco e olha apaixonadamente para a garota que dança com ele....

Fade Out

C26: A Quadrilha dos Imorais Cláudia Cardinale se senta entre os corpos dos brotinhos.....

C27: As pernas da Garota do Guarda Chuva surge entre os corpos ela se abaixa e apanha uma flor.....

C28: Entrega a flor a Armando e diz:

“ Posso aceitar que talvez voce não mude.... Posso até aceitar que o mundo não mude... Que Teodoro nunca deixe de atirar.... Que Samantha não deixe de devorar quem ela ache que nunca vai ama-la.... Mas nunca vou poder aceitar que voce não me ame.....

C29: O corpo de ArmandoBoca Suja jogado entre o dos outros........

Fade Out

C30: Um velório.... (tudo visto pelos olhos do defunto) A Garota do Guarda Chuva e os outros membros da Quadrilha dos Imorais Claudia Cardinale se despedem de Armando para sempre..... A Garota do Guarda Chuva é a última a observar Armando.... Ela tira os óculos e diz:

“ Você podia ter sido a pessoa mais feliz doMundo seu estúpido filho de uma puta.... e acho que eu também.... (ela gospe no cadáver)

Fim

“Todas as pessoas são exatamente iguais.... O que faz sua personalidade são só as coisas que elas escondem.....”

Bodhi

terça-feira, 18 de novembro de 2008


Um Cigarro para o Diabo (roteiro)

Cena 1, Boate Love Pussy, Int.

Euthanasia faz streep na boate (trilha ainda indefinida)

Créditos Iniciais (trilha indefinida)

Cena 2, Casa de Intestino, Int.

Intestino assiste Tenchi Muyu deitado no sofá quando recebe um telefonema...

Intestino fala:

Tudo certo cara. Isso vai ser mais fácil do que tirar a calcinha da Wynona Ryder em segunda feira... Cuidado? Que negócio é esse de cuidado? Eu sou gordo, estúpido e não vejo o meu pau a uns 2 anos... Eles é que devem ter cuidado comigo entendeu? Vai dar tudo certo, não se preocupe... Aquele banco já é nosso...

Cena 3,AP de Euthanasia, Int.

Euthanasia acorda (2:34 PM) e vai ao banheiro

Cena 4, Barzinho da Esquina, Int. ou Est.

Cancro e Jonas Tosse conversam enquanto tomam um café...

Cancro fala:

Pois então meu caro Jonas Tosse a minha idéia é essa. Pegar um empréstimo no banco e com ele dar o pontapé inicial da fundação da minha editora de livros de poesia. A Lúcifer Bêbado Editora. Afinal eu sou um promotor público aposentado e não vou depender disso pra viver. E o seu livro será o segundo a ser editado só ficando atrás de um tal de Fotossíntese Evidente...

Jonas Tosse fala:

Eu já ouvi falar alguma coisa sobre isso... Mas eu não sei não Cancro. O médico disse que a minha doença já está alcançando o estágio terminal. Eu não quero quando finalmente lançar o meu livro, derrepente morrer e não aproveitar nada. Não poder dar autógrafos nem ter o ego massagiado pelos meus fãs. Não suporto nem pensar nisso...

Cancro fala:

Que estória é essa? Você passou a vida inteira escrevendo os seus poemas para ninguém. E agora que aparece uma oportunidade, mesmo que pequena, de que alguém conheça o seu trabalho você fica com medo de morrer e não aproveitar nada? Se você não fizer esse livro existem grandes possibilidades de que ninguém nem se lembre que você existiu. E isso é muito mais triste. Muito mais triste...

Jonas Tosse fala:

Tudo bem Cancro, que porra você me convenceu. Mas é melhor eu ser o primeiro a ser editado... Não sei se vou viver pra ser o segundo...

Cancro fala:

Tudo bem, tudo bem, como você quiser. Eu acho o seu trabalho muito bom. Independente da sua personalidade egoísta. Agora eu vou até o banco negociar o tal do empréstimo. Se quiser vir junto eu agradeço... Detesto ir ao banco sozinho.

Jonas Tosse fala:

Está bem eu vou com você. Não tinha planos pra hoje de manhã mesmo.

Cena 5, AP de Euthanasia, Int

Euthanásia conta a sua grana e resolve ir depositar mais um pouco para montar seu restaurante. Ela sai e deixa um bilhete dizendo que vai ao banco...

Cena 6, Casa de Intestino, Int

Intestino pega sua arma, desliga a tv e vai para o banco...

O Assalto (texto na tela)

Cena 7, rua da cidade, est.

Cancro e Jonas Tosse vão para o banco... (trilha ainda indefinida)

Cena 8, rua da cidade, est.

Euhtanasia vai para o banco... (trilha ainda indefinida)

Cena 9, rua da cidade, est.

Intestino vai para o banco... (trilha ainda indefinida)

Cena 10, Agência do Banco, Int.

Cancro, Jonas Tosse e Euthanásia na fila do banco

Cena 11, Agencia do Banco, int.

Intestino entra e mata o guarda

Cena 12, Agencia do Banco, int.

Intestino aponta a arma para a moça do caixa...

Intestino fala:

Todo mundo pro chão! E você sua cadela dá um jeito de ensacar tudo que o que vocês tiverem aí entendeu? E rápido porra ta achando que eu vim ao mundo a passeio?

A moça do caixa fala:

Calma senhor... Eu vou fazer o que você quiser...

Intestino fala:

O que eu quiser?

7 Minutos Depois (texto na tela)

Cena 13, Agencia do Banco (atrás do balcão), int.

Intestino deitado ao lado da moça do caixa recém violentada acende um cigarro

Intestino fala:

E então foi bom para você? Pra mim foi e isso é o que me interessa.... Agora vai lá e pega a minha grana... Anda sua lesma... Será que eu vou ter que te comer de novo, vai!

7 Minutos Antes (texto na tela)

Cena 14, Agencia do Banco, Int.

Cancro, Jonas Tosse e Euthanasia estão deitados no chão ouvindo os gemidos do estupro da moça do caixa...

Euthanasia fala:

Porque não aproveitamos que ele está ocupado e não nos mandamos daqui?

Cancro fala:

É mesmo, pudemos sair de mansinho que esse imbecil não vai nem notar a nossa falta... A idiotice dele já o traiu uma vez e pode muito bem o trair de novo...

Jonas Tosse:

Calem a bico seus estúpidos. Se a gente sair agora esse filme não vai ter graça nenhuma....

8 Minutos Depois (texto na tela)

Cena 15, Agência do banco, Int.

Intestino sai de trás do balcão e vai em direção aos reféns com a arma na mão...

Intestino fala:

OK seus filhos da puta. Agora todo mundo vai esperar a gostosa do caixa voltar com meu dinheiro e vai estar tudo acabado entenderam?

Cancro fala:

A vida nos coloca em situações impressionantes não acha Intestino. Depois daquele julgamento pensei que nunca mais o veria de novo. Porque afinal não vi quase nenhum dos criminosos que condenei... Mas você até nisso conseguiu ser diferente...

Intestino fala:

Cancro seu filho da puta, a vida é mesmo imprevisível e raríssimas vezes é justa... Essa é uma delas. A chance de te matar é toda minha . E eu não pretendo desperdiçar.

Jonas Tosse fala:

Não acho que alguém que se importe tanto com coisas como a vida e a justiça queira matar esse homem. Se alguém assim quer matar esse senhor, isso é sinal de que está cometendo um grande erro.

Intestino fala:

Quem é você seu filho da puta intrometido. Você não sabe o que eu tive que passar por causa desse cara. Essa é minha vida e agora ela começa a se fazer justa...

Euthanasia fala:

Desculpa interromper rapazes, mas eu tenho uma coisinha para falar sobre justiça. Eu tenho que ficar esfregando os dedos na minha vagina e balançando os peitos toda noite para um dia quem sabe poder realizar o meu sonho. Que é montar um restaurante. Daí sempre que arrecado um dinherinho a mais eu venho depositar no banco. Então um idiota assalta o banco e quer vim me falar sobre justiça? Vá se fuder! Me mate se quiser mas não venha me falar sobre justiça entendeu ?

Jonas Tosse:

Bom moça, você pelo menos tem uma chance de realizar o seu sonho. Mas deixa eu contar uma estória... Eu sou um poeta fracassado que assim como todos os outros poderia estar achando que um dia as coisas iriam dar certo. E eu achava, meu deus como eu achava. Até que descobri que eu tinha câncer no pulmão. É, eu vou morrer. E mesmo que as coisas dessem certo, eu vou morrer. Mas antes disso achei demais a idéia do Cancro de abrir uma editora. Afinal era a minha chance de deixar um registro da minha passagem pelo mundo...

Viemos pedir um empréstimo e você vem e assalta o banco... Muito justo não?

Cena 16, Agência do Banco, Int

Intestino senta no chão com a arma na mão olhando fixamente para o nada em sua frente

Intestino fala:

Ei o que é isso? Todos estão dizendo que eu sou injusto. Mas as coisas não funcionam assim. Eu sempre fui um assaltante que adora desenhos japoneses. Isso nunca vai mudar Como é que eu posso fazer outra coisa?

A Moça do Caixa fala:

O dinheiro que o senhor pediu...

Cena 17, Agência do Banco, Int.

Intestino sentado com a arma na mão continua olhando para o nada.

Cena 18, Agencia do Banco, Int.

Cancro, Euthanásia e Jonas Tosse se alevantam e vão embora...

Cena 19, Agencia do Banco, Int.

A moça do caixa larga o dinheiro no chão e cai fora

Cena 20, Agencia do Banco, Int.

O Diabo entra pela porta...

Cena 21, Agencia do Banco, Int.

O Diabo anda a passos lentos até Intestino e se agacha perto dele...

O Diabo fala:

Será que você podia me dar um cigarro? Obrigado. Sabe eu não vim aqui para lhe contar a moral dessa história. De jeito nenhum. E não vou dizer que você estava errado porque isso não faz o meu tipo. E além do que seria faltar com a etiqueta com alguém como você... O que eu vim dizer na verdade é: Seja bem vindo garoto!!!!!!!!!!

Cena 22, Agencia do Banco, Int.

O Diabo fica lançando sua gargalhadas ao ar e Intestino permanece paralizado olhando para o nada....

Fim